Um platô - um chão suspenso que se move – é usado para modificar as condições de estabilidade que estamos acostumados. Alpendre aposta que uma mudança brusca nas relações entre corpo e entorno é condição onde podem surgir novos padrões de movimentos e gestos. A plataforma suspensa e móvel, junto aos corpos, implica em outras adaptações motoras do corpo que não são usuais. E, quando isso vai se dando, fica claro que a estabilidade é um esforço conjunto entre os corpos no platô e a gravidade. Neste pequeno espaço ,tanto a estabilidade quanto a instabilidade não são ações isoladas e individuais, mas coletivas. Isso, trazido para o nosso cotidiano, nos ajuda a pensar e a perceber uma frágil estabilidade em ações “simples” como andar, segurar um copo, deitar, assentar, levantar ou virar a cabeça para um lado quando se está caminhando para frente. Tudo o que parece tedioso, repetitivo e ordinário passa a ser maravilhamento da vida.

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Ficha Técnica

CONCEPÇÃO: Cia Suspensa

COREOGRAFIA/CRIAÇÃO: Lourenço Marques, Patrícia Manata e Tana Guimarães

MÚSICA: Bruno Santos

CONCEPÇÃO VISUAL: Tana Guimarães

CRIAÇÃO DO PLATÔ: Lourenço Marques e Fernando Ancil

ILUMINAÇÃO: Cristiano Medeiros

FOTOS: Cuia Guimarães

COLABORAÇÃO: Rosa Hércules, Clube Ur=Hor, e Anderson Guerra

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